Lua Negra                                                     

 

                         

 
  30/12/03

Para cima
Goticismo
Espiritismo
Wicca
Satanismo
Vampirismo
Textos
Poemas
Contos
Imagens
Kem sou?
GuestBook

Origem dos Vampiros

 

O mito do homem imortal existe desde os primeiros registros históricos da humanidade. Alguns dos livros mais antigos da humanidade, como a Bíblia e as Mil e Uma Noites, que misturam registros verídicos com ficção, citam personagem que viveram um existência incalculável. Atravessaram séculos divulgando uma obra de caráter místico e acabaram se tornando lendas de sabedoria. Muitos deles, com o pretexto de evocarem a Deus, realizaram rituais de sangue com seres humanos. Mas é possível que a evocação tivesse apenas caráter egoísta de prolongamento da própria vida através de acordo com entidades malignas. Esses homens, tomados às vezes por profetas, magos, poetas e sacerdotes, devem ter sidos os primeiros vampiros a traçarem trilhas de sangue no planeta. Com o conhecimento acumulado por séculos de existência, se escondiam facilmente atrás de uma notória sabedoria que lhes permitia continuar a praticar os seus crimes sem desperta suspeitas. Foram eles que disseminaram o culto da eternidade através de alianças místicas realizado com o sangue de criminosos e inocentes. Quase todas as culturas da Terra tem alguma lenda sobre seres meio humanos que prolongam a vida carnal se alimentando de sangue.
O que existe na verdade é uma confraria secular desses seres que se espalham pelos quatro cantos do mundo, contaminando outros escolhidos com a sede maldita, para que um dia pudessem chegar a ter o poder total sobre os destinos humanos. Por isso, as lendas sobre vampiros nos são contadas das mais diversas maneiras. No Egito Antigo, o sangue era derramado e bebido por sacerdotes de Set. A Bíblia também relata sacrifícios de sangue, atribuindo-os às vezes à vontade divina. Entre os incas, essa também era uma prática comum nas noites de solístico de inverno. Mas os registros históricos mais recentes, depois da moralização cristã do mundo, falam de vampiros que existiram entre criminosos e hereges que, mesmo depois de enforcados, voltavam de suas tumbas para beberem o sangue dos incautos que se aventuravam pelos caminhos obscuros da vida.
A imagem de vampiros habitando velhos cemitérios abandonados nos foi legada na Idade Média, quando esses seres temiam seres enforcados pela Santa Inquisição e queimados na fogueira. A espécie não foi extinta porque é provável que muitos deles se escondessem atrás da própria Igreja, assumindo o lugar de padres, bispos e até Papa. A afirmação pode parecer absurda tomando-se em conta que os vampiros temem os símbolos sagrados. A verdade é que apenas os vampiros do ramo fariseu e aqueles que foram contaminados por acaso( que são a maioria ) temem a força dos objetos consagrados a Deus. O ramo conhecido como o dos Homens que Não Devem Morrer é bastante esclarecido e possui um poder tão grande que os deixa livre de qualquer influência mística desses símbolos. No entanto, vale dizer que uma grande parte desse ramo é constituída por vampiros que tem feito mas bem do que mal à humanidade. Isso porque Os Homens que Não Devem Morrer se originaram em rituais esotéricos que captam a bipolaridade das energias da natureza e com ela são capazes de se preservarem corporalmente ( apesar de não terem a juventude física ) e seguirem os seus caminhos, livres das influências malignas concentradas dos demônios.
Como é possível notar, existem vampiros de diferentes espécies. Alguns trilham apenas caminhos sanguninários e não deixam nada de positivo para a humanidade, enquanto outras se utilizam da longa existência para ensinar novas alternativas de existência e conhecimento para a cultura humana. O importante é saber que todos são feitos das trevas, e trevas não passam de luz condensada, ou seja, é tudo uma ilusão do poder de destruição e criação.

O culto a serpente

A serpente é um símbolo de sabedoria para filósofos, alquimistas e sacerdotes. Representa o acúmulo de conhecimento conseguido através dos tempos e a reciclagem constante nas suas infinitas trocas de pele. Tem o poder de matar e curar com o mesmo veneno. A serpente mais velhad e todas é Satã, que, segundo a versão bíblica, enfeitiçou e seduziu as duas primeiras criações humanas divinas. Na verdade, seduziu três criações humanas. Antes de Eva veio Lilith, criada com todo a libido sexual exposta na carne. Uma criação demasiado imortal para os hebreus antigos aceitarem. Pois, Deus, segundo as criaturas, também a negou, e, solitária nos jardins do Éden, sofreu, ao final da tarde de um dos sete dias da criação, os mais terríveis tormentos na carne sedenta. Na solidão, Lilith encontrou-se com Satã, que lhe fez companhia. Os dois se beijaram, e o corpo de saliva e sangue de Lilith foi possuído pelo anjo caído do céu. Os dois gazaram os prazeres sensuais concebidos apenas para procriação. O castigo racaiu sobre Lilith, que gerou em seu ventre milhares de criaturinhas demoníacas conhecidas como lilins, que passaram a atormentar os seres humanos concebidos por Deus.
A Serpente Velha se tornou, então, pai de entidades maléficas nascidas no caos, na verdade no medo. Esses seres foram os primeiros a cultuá-la, e vale destacar que os lilins são na verdade uma mistura de um ato sexual entre o próprio demônio e uma criação humana. Por isso se tornaram sacerdotes do senhor do mal. Os conhecidos rituais de Sabá da Idade Média misturavam a sensualidade, o sexo, a dor e o sangue como elementos de abjuração demoníaca. Como muitos vampiros tem uma descendência direta da Serpente Velha, a conversão de outros para mesma espécie tem que ser feitas em locais proscritos por Deus, onde a Sua presença não existe. O ritual mais forte e antigo exige a presença de uma virgem. Seu corpo é untado com todo tipo excrementos humanos e animais. Exposto à lua, será lambido pelos seguidores da Serpente, que procurarão o prazer e a luxúria no meio da podridão. Numa das noites, a própria Serpente virá numa das suas formas e penetrará o corpo da virgem no mais fundo de suas entranhas.
O esperma
O esperma e o sangue da pureza rompida dirão numa poderosa porção que dará imortalidade àqueles que o tomarem. A virgem se tornará uma rainha vampiro, com poder de transformar outros na mesma espécie, e o sacerdote sacrílego que conduziu o ritual será o rei com poderes ainda maiores por ter sido o primeiro a tomar a bebaragem maldita. Se o corpo da mulher se fecundar com o sêmen da Serpente, é sinal de que virá um anjo exterminador tão poderoso que mais uma vez tentará ser o senhor de todo o universo humano. Os vampiros procedentes desses rituais estarão diretamente ligados a Satã, e por isso o trânsito deles no planeta será retrito. A luz lhe será fatal, assim como todos os objetos sagrados que contenham a força da palavra do Criador. Terão que se alimentar de sangue, pois seus corpos são na verdade aberrações da morte. Não poderam amar, porque os sentimentos humanos de virtude poderão enfraquecê-los tão fortemente que se acabarm por se autodestruírem.
O choro significará a perda do sangue consumido e o remorso pelos banquetes orgíacos. Não conseguirão alcançar transmutação para a imortalidade espiritual, e seus corpos serão eternas prisões que os farão vagar pelos sete cantos do mundo à procura da paz perdida.